segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Orson Peter Carrara no programa Transição

Para aqueles que perderam o Programa Transição com a entrevista de Orson Peter Carrara... nada de desespero!!!

Basta acessar o site do Programa: http://www.transicao.tv.br/ e clicar no menu "programas". Lá tem a lista de todos os programas exibidos.

Para acessar diretamente a entrevista do Orson, clique neste link: http://www.transicao.tv.br/videos_transicao/pgm63/PGM63.WMV

sábado, 19 de dezembro de 2009

Cautela e canja de galinha não fazem mal a ninguém!

Lendo um e-mail de um amigo espírita, ele me dizia: “C..., cautela e canja de galinha não fazem mal a ninguém.” E ficamos a pensar em como ele tem razão, pois o que temos visto pelo nosso Brasil é algo extremamente preocupante em relação a determinadas publicações, revelações bombásticas, Espíritos “famosos” se comunicando através de médiuns que não se preocupam em preservar a humildade e a simplicidade e nem mesmo o nome do “morto ilustre”.

Quando H.L.D. Rivail foi publicar O Livro dos Espíritos obra que,
[...] trazia princípios da doutrina espírita, sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da Humanidade - segundo os ensinos dados por Espíritos superiores  com o concurso de diversos médiuns - recebidos e coordenados 01 por ele, Allan Kardec. [...] (grifos nossos)
não se sabia quem eram os diversos médiuns e ele não teve a preocupação de elencá-los, até porque, sua importância era secundária no grande concerto, como continua sendo e o próprio Rivail, famoso e conhecido em Paris pelos seus trabalhos como pedagogo, decidiu usar um pseudônimo.

Existem médiuns por aí que têm urticária só de pensar em seguir  o exemplo de Francisco Cândido Xavier, como alguns que vivem às expensas da sua obra, dita mediúnica e outros que buscam a notoriedade, esquecidos da célebre lição do saudoso médium mineiro de que “as sereias estão cantando!

O próprio Chico Xavier, nem depois de desencarnado, tem tido um momento de paz e nos lembramos agora do caso de Jobard, narrado por Kardec:
[...] 8. - Já vos tendes comunicado em outra parte? - R. Pouco me tenho comunicado. Em muitos  lugares um Espírito tomou-me o nome; [...] Quando morre um homem um tanto conhecido, é chamado de todos os lados e inúmeros Espíritos se dão pressa de apossar-se da sua individualidade. Eis o que comigo se tem passado em muitos casos. Asseguro-vos que, logo após ao desprendimento, poucos Espíritos podem comunicar-se, mesmo por um médium predileto. 02 [...]
Não questionamos aqui se eles podem ou não se comunicar. Poder podem sim, mas em quais
condições? Porque essa vaidade de determinados médiuns em sempre receber comunicações

de Espíritos sublimes, elevados, gênios ou grandes nomes da Terra? Por incrível que possa parecer, existem determinados dirigentes de reuniões mediúnicas que não permitem a manifestação de Espíritos sofredores nas reuniões de atendimento, como se ele fossem ou estivessem aptos a decidir quem pode ou não se comunicar. Esse trabalho é dos Espíritos Mentores da reunião. Exigem que os médiuns só recebam mensagens de Espíritos Elevados e aí vem a extensa lista de mistificações: Sheilla, André Luiz, Emmanuel, Bezerra, Maria de Nazaré, Jesus Cristo... opa! Vamos parar por aqui, senão o próprio Deus entra na lista. E isso já aconteceu várias vezes e um dos casos é narrado por Kardec:
[...] Um desses se comunicou a  um médium, dizendo-se Deus, e o médium, honrado com  tão alta distinção, não hesitou em acreditá-lo. Evocado por nós, não ousou sustentar a sua impostura e disse: Não sou Deus, mas  sou seu filho. - És então Jesus? Isto não é provável, porquanto Jesus está muito altamente colocado para empregar um subterfúgio. Ousas, não  obstante, afirmar que és o Cristo? - Não digo que sou Jesus; digo que sou filho de Deus, porque sou uma de suas criaturas.[...] 03
Ao topar de frente com Kardec, “abriu da parada”! (me perdoem a expressão vulgar,  mas sendo imperfeito como sou, não resisti à tentação!).

Divaldo Franco esperou 10 anos para saber quem era o Espírito Amigo que o auxiliava nas tarefas  mediúnicas e Joanna de Angelis não brinca em serviço com o Divaldo, o mesmo ocorrendo com Emmanuel em relação ao Chico. Chegamos a ficar de boca aberta com os modos de Emmanuel  com Chico, pois que ele, Emmanuel, sabia as razões de tão árdua disciplina ao ponto de repreender Chico que se comparou a um verme:
[...] Não passo de um verme no mundo. No mesmo instante, ouviu a voz de Emmanuel: Não  insulte o verme. Ele funciona, ativo, na transmutação dos detritos da terra, com extrema fidelidade ao papel de humilde e valioso servidor da natureza. Ainda nos falta muito  para sermos fiéis a Deus em nossa missão.  Daí em diante, Chico preferiu se definir, de vez em quando, como subverme.[...] 04
Alguém aí se dispõe a ter um mentor assim? Nós que não! Não estamos aqui dizendo que A ou B está mistificando. Por favor, não ponham letras em nosso texto (para não dizer palavras em nossa boca)! Em relação a este assunto, temos a nossa opinião já formada e nos reservamos o direito de somente dizer aos mais chegados a nós, em conversas mais íntimas, para não ferir a suscetibilidade de seu ninguém. O que queremos chamar a atenção é para o retorno às origens com Allan Kardec, que buscou ocultar-se para que o Espiritismo desse seu primeiro passo no mundo físico,  pois a Doutrina é dos Espíritos para os homens e não o contrário:
[...] Não olvideis que podeis vencer, como podeis falir; neste último caso, um outro te substituiria, porque os desígnios do Senhor não repousam sobre a cabeça  de um homem. Não fales, pois, jamais da tua missão: esse seria o meio de fazê-la fracassar. Ela não pode ser justificada senão pela obra realizada, e ainda  nada fizeste. Se a cumprires, os homens te reconhecerão, cedo ou tarde, eles mesmos, porque é pelos  frutos que se reconhece a qualidade da árvore.[...] 05 (grifos nossos)
Daí porque os médiuns, as Casas Espíritas e as editoras precisam ter cautela m suas publicações, principalmente se trazem revelações bombásticas, porque ainda lembramos de Yvonne do Amaral Pereira que guardou os manuscritos de Memórias de Um Suicida por 20 anos!

Então, sejamos cuidadosos, pois cautela e canja de galinha não fazem mal a ninguém!

01 - KARDEC, Allan. OLivro dos Espíritos, Rio de Janeiro: Ed. FEB , 2002
02 - KARDEC, Allan. O Céu e o Inferno, 2ª parte, Cap. II, Jobard, nº 8  RJ: Ed FEB 2002, p.188,
03  -KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns, 2ª parte, Cap. XXIV – Identidade dos Espíritos, nº 259, 329 , RJ; Ed FEB,2002,
04  - MAIOR, Marcel Souto. As Vidas de Chico Xavier, 2ª edição SP: Ed Planeta, 2003.
05 - KARDEC, Allan. Obras Póstumas, Minha Missão, RJ: Ed FEB, 2001

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Novo livro de Wellington Balbo e Orson Peter Carrara

arena

Sinopse: Um romance em parceria pelos conhecidos escritores e palestrantes Wellington Balbo e Orson Peter Carrara. O primeiro escreveu o romance nos capítulos ímpares e o segundo comenta doutrinariamente a temática do romance nos capítulos pares.A trama relata o cotidiano de uma empresa, especialmente no conflito entre os funcionários e na acirrada disputa por cargos. Um funcionário exemplar é demitido por trapaça moral de um colega, com desdobramentos próprios, onde virtudes e imperfeições morais surgem no debate das ideias. Com a lógica da Doutrina Espírita, os autores relatam e comentam as ocorrências vividas pelos personagens.

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domingo, 6 de dezembro de 2009

Momentos de Crise por Orson Peter Carrara.

O Espírito Erasto, em mensagem intitulada Os conflitos (1), que motivou-me, inclusive, à elaboração de outros dois artigos: Caos momentâneo e Que vos importam os médiuns? ...comenta a expansão do pensamento espírita junto à mentalidade humana, propiciando que se engrossem as fileiras dos adeptos do Espiritismo. E afirma na seqüência: “(...) em razão do número de adeptos, deslizam sob falsas máscaras os pseudo-irmãos (...)”, acrescentando “(...) são esses hipócritas perigosos, aos quais, à primeira vista, se é tentado a conceder toda a confiança. (...)”. Em texto valioso refere-se ao comportamento falso, de aparência amiga pela frente e de acusações pelas costas, ou de manobras que acusam, que caluniam, destruindo iniciativas, fomentando intrigas e mesmo manchando a honra de trabalhadores honestos e dedicados.

Por outro lado, acusados e caluniados, por sua vez, também – até mesmo para evitarem tais situações –, conforme elucida o espírito “(...) tenho razão de vos aconselhar a agir, de agora em diante, com extrema reserva e de vos guardar de toda imprudência e de todo entusiasmo irrefletido. (..)”.

E acrescenta, com sabedoria, para nossa reflexão: “(...) estais num momento de crise, dificultado pela malevolência, mas do qual saireis mais fortes com a firmeza e a perseverança. (...)”.

Ora, tais orientações nos concitam a todos a uma atitude de cuidado, de extrema prudência. Somos todos muito observados e cuidadosamente acompanhados para sermos flagrados em descuido para que os planos traçados por aqueles que lutam contra o progresso, que tentam emperrar, sejam levados adiante com crises morais, com a decadência da dedicação e dos cuidados recomendados pelo Evangelho. É hora, pois, de cuidado. Tanto no comportamento que adotamos no trabalho que assumimos e levamos adiante, quanto nas escolhas que fazemos, muitas vezes de crítica ácida a outros companheiros ou de discriminação, desprezo, ao esforço alheio. Notemos que é um emaranhado de ligações que exigem prudência, cuidado e principalmente compaixão, amor, compreensão, estímulo, tolerância mútua. Estamos todos, aqueles que nos consideramos sinceros no objetivo das propostas de Jesus, convidados ao amor, à caridade em seu amplo sentido.

E isso envolve principalmente respeito para com o outro, seja quem for...

Prossegue Erasto: “(...) O número de médiuns é hoje incalculável e é desagradável ver que alguns se julgam os únicos chamados a distribuir a verdade ao mundo e se extasiam ante banalidades que consideram monumentos (...)”.

Eis a expressão chave como causa dos enganos todos que se distribuem: se julgam os únicos a distribuir a verdade ao mundo e se extasiam ante banalidades que consideram monumentos.

Que perigo, meu Deus!

O perigo da fascinação, que engendra separações, que nos ilude com facilidade e nos precipita em decisões desastrosas que nos custarão no futuro dores acerbas resultantes de equívocos lamentáveis do presente que bem poderiam ser evitados, se fôssemos mais prudentes, atentos e cuidadosos com o patrimônio de conhecimento que já detemos.

As armadilhas do orgulho, da sensualidade, da vaidade, aí estão. Nenhum de nós dela está imune. Estamos todos sujeitos a esses precipícios. Estejamos atentos através da perseverança no trabalho e na prece que nos sustenta, mas principalmente respeitando a Doutrina que nos irmana. Isso evitará a continuidade dos desastres que assistimos, com pesar.

1 –Recebida em 25/02/1863 e constante do livro A Obsessão, páginas 209 a 215 da 6ª. edição Editora O Clarim.

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