sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Fidelidade a Jesus e a Kardec

Talvez eu esteja me repetindo, mas não posso me furtar ao ensejo de conclamar mais uma vez que temos de ter fidelidade a Jesus e a Kardec!

A primeira tarefa mais difícil para todo aquele que se afirma cristão, é vivenciar o Evangelho. E para aquele que se afirma Espírita-cristão, a segunda mais difícil é ser fiel a Kardec.

Não é preciso ser intransigente, mas coerente, consciente das orientações contidas na Codificação.

Sei, sei: já escuto o clamor daqueles que se afirmam “mente aberta”, “prafrentex”: Kardec não disse tudo! Kardec não sabe tudo! Nunca afirmamos isso; afirmamos apenas que, como Espíritas, precisamos ser coerentes com os ensinamentos da Codificação.

Não é porque surge qualquer teoria ou tese que vamos incluir como postulado Espírita. Será que andamos esquecidos que a Doutrina Espírita está nas próprias Leis Naturais? Será que nos esquecemos que não poderemos tentar enxertos equivocados, sem graves responsabilidades para nós outros?

A Doutrina existe por si só. Ela se sustém, se perpetua!

É bem verdade que, como Espíritos ainda em evolução, não temos condições de compreender as nuances mais profundas das Leis Divinas: há coisas para as quais ainda não estamos preparados, isso em pleno século XXI!

Por outro lado, é preciso ter muito cuidado com as “novidades bombásticas”.

Kardec era de uma segurança tão impressionante que não tinha medo de indicar onde comprar e o preço de livros que condenavam a Doutrina Espírita. Ele queria que o Espírita ou simpatizante tivesse todos os meios para analisar com equidade e justiça e decidisse qual caminho seguir.

Ser fiel a Jesus e a Kardec não significa ser subserviente ou covarde diante de determinadas situações; não é faltar com a caridade quando o dever nos obriga a elucidar determinados equívocos ou posturas incoerentes com os princípios Espíritas.

Estudar e debater qualquer temática deverá sempre estar vinculado às orientações kardequianas para não parecerem moderninhas, porém vazias do conteúdo Espírita.

Já escrevi em outras oportunidades que existem expositores Espíritas que, em suas palestras falam de tudo quanto é ramo do conhecimento humano. São verdadeiras enciclopédias humanas. Mas, infelizmente, esquecem de Jesus e Kardec!

Esses tempos de transição pedem uma tomada de atitude coerente, porém, forte em relação ao assunto: desenvolver estudos profundos sobre a obra kardequiana e isso inclui também a Revista Espírita.

Façamos seminários, simpósios, encontros, semanas espíritas e quaisquer outros eventos buscando a mensagem kardequiana. Não quero dizer, com isso, que não vamos tratar de outros temas, mas entre um e outro, inserir Kardec. E, ainda no contexto dos outros temas, inserir Kardec.

Kardec está ultrapassado? Escuto isso há vinte anos, desde a minha época de juventude quando participava dos encontros de juventude e aqueles mesmos jovens, ou pelo menos a maioria deles, hoje são oradores, dirigentes, trabalhadores das casas Espíritas, as células do Movimento Espírita brasileiro.
Há livros novos? Precisam estar coerente com o Evangelho e a Codificação.

Espíritos fizeram “revelações”? Confrontemos com a Codificação.

Temos dúvidas? Confiemos em Jesus e fiquemos com KARDEC! Na melhor das hipóteses, estaremos sendo coerentes...

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