quarta-feira, 28 de abril de 2010

O EXEMPLO DE YVONNE

Repeli impiedosamente todos esses Espíritos que reclamam o exclusivismo de seus conselhos, pregando a divisão e o insulamento. São quase sempre Espíritos vaidosos e medíocres, que procuram impor-se a homens fracos e crédulos, prodigalizando-lhes louvores exagerados, a fim de os fascinar e ter sob seu domínio. (01) (grifo meu)
Você, amigo leitor, sabe quem foi a médium Yvonne do Amaral Pereira? Bom, se você for Espírita acredito em 99,99% de certeza que sabe quem é. Se você não é Espírita, mas simpatiza com a Doutrina e quer conhecer um pouco mais dessa mulher extraordinária, recomendo a leitura de suas obras psicográficas, profundamente instrutivas e doutrinárias, seguindo sempre o crivo kardequiano.

Ela sempre submeteu as suas psicografias ao crivo doutrinário e, o que não se encaixasse nesse crivo, felizmente, não recebia a sua chancela.

Quando os Espíritos Amigos, sofredores e obsessores se comunicavam, ela sempre submetia ao Evangelho e a esse crivo kardequiano de que tanto falo, sempre batendo na mesma tecla. Era uma garantia para Yvonne de que não teria problemas em ferir os postulados do Evangelho e do Espiritismo, o Evangelho Redivivo!

Da mesma forma a obra de André Luiz não foge em nada aos postulados Espíritas.

Então, me pergunto: por que determinadas obras mediúnicas lançadas de uns tempos para cá fogem a esta regra tão simples? Por que alguns livros ditos mediúnicos, literalmente, batem pesado com os coitados dos Espíritas? Já não bastam sermos chamados por outros epítetos menos elogiosos? Já não basta a perseguição dos adversários declarados da Doutrina, ainda temos de enfrentar a fúria de “Espíritos Superiores”? (assim, com aspas mesmo!).

O Movimento Espírita tem problemas? Mostrem-me algum movimento, seja ele qual for que não os tenha! Ah, sei: o Movimento Espírita não deveria ter problemas porque ensinamos e temos de vivenciar o Evangelho! Corretíssimo! Só estão esquecendo de um detalhe, um detalhe assim, ó: somos imperfeitos e os Espíritas serão reconhecidos pelos esforços que fizer para vencer suas más inclinações, lembram?

Já li um livro, que virou coqueluche no Movimento Espírita, e onde os coitados dos Espíritas são sempre criticados, perseguidos, julgados e condenados. Só não foram lançados ao fogo do inferno porque felizmente, não existe o inferno.

André Luiz (02) já advertia a todos nós sobre as nossas fugas aos compromissos assumidos na vida espiritual e de uma forma que nós nos sentimos ainda mais comprometidos em cumpri-los. Não da forma como alguns livros andam pintando por aí. O livro inteiro é uma advertência contra as nossas defecções, mas sempre ressaltando a importância de recomeçar, sem perder o foco novamente.

Pergunto, sinceramente, se tais Espíritos que escrevem essas tolices todas e seus médiuns conhecem, efetivamente, O Livro dos Médiuns? Será?

Voltando à Yvonne do Amaral Pereira. Ela, certa feita, recebeu a proposta de determinado Espírito para psicografar a história dele, uma história cheia de dor, drama, sangue e lágrimas. Ela ouviu toda a história. Aguardou o aval de Charles, seu mentor espiritual. O Espírito, que ela chamava de O Beletrista (03), prometeu riqueza e sucesso e, ainda mais, que ela não precisaria dizer que aquele livro era uma psicografia, pois que o sucesso seria garantido.

Hoje isso ainda acontece com determinados médiuns apressadinhos e, para eles, fica a advertência de O Livro dos Médiuns, que encima este simples artigo.

Ah, para quem ainda não conhece a história de Yvonne, só para constar: ela recusou, formalmente.

01 - KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns. 62ª Ed. FEB/Rio. cap. XXXI, item XXVII
02 - XAVIER, Francisco Cândido. Pelo Espírito André Luiz. Os Mensageiros. Ed.FEB/Rio
03 - PEREIRA, Yvonne do Amaral. Devassando o Invisível.7ª Ed.FEB/Rio1987. cap. VII

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