quinta-feira, 30 de junho de 2011

Palestras FEP – 1ª Quinzena de Julho 2011

Palestras da primeira quinzena de Julho/2011 promovidas pela Federação Espírita Pernambucana, com base nos Evangelhos de Jesus e nas Obras da Codificação Espírita organizadas por Allan Kardec.

Local: Auditório da FEP

Sexta, 01, das 19h30 às 20h30
Expositor: Rhaldney Santos – FEP
“Revista Aurora Espírita – O novo periódico da Federação Espírita Pernambucana”
Sessão Solene de lançamento.

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Sábado, 02, das 09 às 10h
Expositora: Eliane Crespo – Centro Espírita Bezerra de Menezes – Vertentes
Tema: “Espíritos Felizes: A Sra. Anais gourdon”
O Céu e o Inferno, por Allan Kardec.
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Domingo, 03, das 16 às 17h
Expositor: Affonso Soares – FEB Rio de Janeiro
Tema: “Esperanto – O Espiritismo das Linguagens”
Tema Livre.

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Segunda, 04, das 16 às 17h
Expositora: Lourdes Santos – Centro Espírita Lar de Silas
Tema: “Espécies comuns a todos os gêneros de mediunidade”
O Livro dos Médiuns, por Allan Kardec.
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Terça, 05, das 19h30 às 20h30
Expositor: Wilton Vicente – FEP
Tema: “Mundos Transitórios”
O Livro dos Espíritos, por Allan Kardec.
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Quarta, 06, das 16 às 17h
Expositora: Ângela Menezes – FEP
Tema “Conhece-se a árvore pelos frutos – Prodígios dos falsos profetas”
O Evangelho Segundo o Espiritismo, por Allan Kardec.


Quarta, 06 das 19h30 às 20h30
Expositor: Pedro Jorge Lima – FEP
Tema “Conhece-se a árvore pelos frutos – Prodígios dos falsos profetas”
O Evangelho Segundo o Espiritismo, por Allan Kardec.
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Sexta, 08, das 19h30 às 20h30
Expositor: Carlos Sancier – FEP
Tema: “Obsessões e possessões”
A Gênese, por Allan Kardec.
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Sábado, 09, das 09 às 10h
Expositora: Iaraci Pessoa – FEP
Tema: “Espíritos Felizes – Maurrice Gotran”
O Céu e o Inferno, por Allan Kardec.
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Domingo, 10, das 16 às 17h
Expositor: Acácio Carvalho – FEP
Tema: “Eusápia Paladino, uma médium italiana”
Grandes Médiuns da Humanidade.
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Segunda, 11, das 16 às 17h
Expositora: Sueli Werkhauser – Centro Espírita Lar sem Fronteiras
Tema: “Espécies especiais de mediunidade para efeitos físicos”
O Livro dos Médiuns, por Allan Kardec.
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Terça, 12, das 19h30 às 20h30
Expositor: José Carlos Simão – Centro Espírita Gamaliel
Tema: “Percepções, sensações e sofrimentos dos Espíritos”
O Livro dos Espíritos, por Allan Kardec.
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Quarta, 13, das 16 às 17h
Expositor: José Correia – Centro Espírita Missionários da Luz
Tema “Não creiais em todos os Espíritos”
O Evangelho Segundo o Espiritismo, por Allan Kardec.


Quarta, 13, das 19h30 às 20h30
Expositora: Sinara Batista – centro Espírita Luz da verdade
Tema “Não creiais em todos os Espíritos”
O Evangelho Segundo o Espiritismo, por Allan Kardec.


Sexta, 15, das 19h30 às 20h30
Expositor: Paulo Machado – Cenáculo Espírita Casa de Maria – CECAM
Tema: “Superioridade da natureza de Jesus”
A Gênese, por Allan Kardec


fonte/ http://federacaoespiritape.org/palestras-fep-1%c2%aa-quinzena-de-julho-2011/

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Movimento Espírita: "Alvo das investidas das sombras organizadas"

Por Artur Felipe de Azevedo Ferreira

O espírito Camilo, através da psicografia de José Raul Teixeira, fez um alerta muitíssimo pertinente intitulado "Uma Reflexão sobre o Movimento Espírita", constante da obra "Desafios da Educação"(Editora Fráter).

Como o prezado e atento leitor poderá notar, a citada entidade espiritual analisa detalhadamente a quantas anda o Movimento Espírita em vista da falta de estudo e conhecimento do Espiritismo, resultando na tentativa de enxertias e desvios de todo tipo, incentivadas pela espiritualidade inferior, interessada em promover o sincretismo e a confusão em nossa fileiras.

Leiamos com atenção e vejamos a estreita conexão com aquilo que analisamos aqui neste blog.

Inicialmente, a nobre entidade fala sobre a excelência da mensagem espírita e da grandiosa figura do Codificador Allan Kardec e sua preocupação com a UNIDADE doutrinária.

"A excelente Mensagem Espírita chega ao mundo como refrescante e iluminada aurora, anunciando um dia novo de bençãos para o planeta, atendendo as imensas carências da alma terrestre, que vivia a braços com as trevas ocasionadas pelo absolutismo materialista, que tem seus fundamentos balançados, em razão das Vozes altíssimas e claras que rasgaram o silêncio dos túmulos, para invadir os ouvidos da Humanidade inteira.

Como chuva bondosa, a Doutrina Espírita penetra o solo ressequido das almas, onde, a partir de então, as sementes nobres dos ensinamentos do Mundo Superior teriam toda a chance de germinar e medrar, estabelecendo ventura e progresso.

Eram novos tempos para a cultura e para a fé, que, agora, irisadas por luzes espirituais que se mostravam diante de todos, formulando convite ao espírito humano para um pensamento mais alto.

No centro das ocorrências, destaca-se a figura augusta do professor Rivail, universalmente conhecido como Allan Kardec, e na sua visão de espírito de escol, sabia e afirmava que seria ponto de honra para o desenvolvimento da Mensagem na Terra a manutenção da unidade. Seria indispensável que em toda parte, onde surgisse um núcleo de estudos do Espiritismo, se pudesse falar a mesma linguagem, sem que houvesse riscos de ser ele desfigurado, sem riscos de que viesse a sofrer enxertias, o que seria descabida ocorrência no bojo de uma doutrina de tamanha lucidez. A preocupação do Codificador, porém, dizia que tais dificuldades eram passiveis de ocorrer."

Prosseguindo, o espírito Camilo comenta sobre o crescimento do Movimento Espírita e faz um alerta:

"O tempo passa, as atividades em torno da Doutrina Espírita são desenvolvidas com rapidez. Da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, em 1858, aos dias atuais, podem-se contar por milhares as instituições levantadas no mundo em nome da Veneranda Doutrina. Do pequeno grupo de almas dispostas, que ladearam o Codificador, suportando toda agrestia e fereza dos primeiros preconceitos até hoje, quando se torna status importante dizer-se espírita, há quase um século e meio de modificações na mentalidade geral.

À semelhança do que ocorreu com a primitiva comunidade dos Apóstolos de Jesus, que foi perdendo em qualidade à medida que se foi expandindo, se popularizando e ganhando notoriedade através do prestígio político de Roma, as atividades ao redor do Espiritismo - o Movimento Espírita - foi tomando contornos preocupantes em todo lugar, na proporção do seu agigantamento acompanhado pelo desconhecimento declarado dos seus fundamentos."

Como pudemos perceber, Camilo aponta o desconhecimento decorrente da falta de estudo do Espiritismo como razão principal para a perda de qualidade que se nota em todo lugar no que tange à prática doutrinária, tal qual ocorreu com o Cristianismo, que em praticamente nada se assemelha àquilo que foi legado por Jesus.

"Allan Kardec, valendo-se do seu inesgotável bom senso, estabeleceu que o Espiritismo é uma doutrina de livre exame, significando que, não sendo impositiva, oferece ao indivíduo que vai ao seu encontro todas as possibilidades de discussão e de análises, até que tenha podido compreender suas bases, de modo a vivê-las com claridade mental e segurança. Tristemente, muitos pensaram que tal condição de Mensagem lhes permita adaptar os seus preceitos doutrinários aos próprios gostos e tendências, sem causarem problemáticas adulterações no trabalho de profunda coerência dos Numes Tutelares da Terra."

Realmente perfeita a colocação do espírito Camilo. Muitos acham que podem adaptar seus atavismos ao corpo doutrinário espírita, demonstrando, com isso, total incoerência. Se não encontram-se satisfeitos com o Espiritismo, e não sendo esta uma Doutrina exclusivista e impositiva, nada mais sensato que dedicarem-se aos seus movimentos religiosos, deixando a prática espírita livre de adulterações e enxertias descabidas.

"Referiu-se o Codificador à compreensão do Espiritismo dizendo que quem deseje tornar-se versado numa ciência tem que a estudar metodicamente, começando pelo princípio e acompanhando o encadeamento e o desenvolvimento das suas idéias (Kardec, A. O Livro dos Espíritos, introdução, parte VIII). Lamentavelmente, porém, muitos admitiram que poderiam falar e agir em seu nome, sem o mínimo de estudo de sua doutrina, na pressa inconsequente por obter fenômenos que bem podiam ser buscados fora dos arraiais espíritas, o que não vincularia a possível má qualidade ou a sua impostura ao respeitável estatuto espiritista.

Os abnegados Prepostos do Cristo ensinam na Codificação que o ensino dos espíritos tem que ser claro e sem equívocos, para que ninguém possa pretextar ignorância e para que todos o possam julgar e apreciar com a razão (O Livro dos Espíritos, questão 627). Desafortunadamente, indivíduos oriundos dos mais diversos territórios intelectuais, das mais variadas regiões morais, com as mais estranhas idiossincrasias, atiraram-se a propor alterações doutrinárias, a fazerem adaptações inconsistentes quão perigosas, introduzindo idéias e práticas francamente estranhas aos textos e contexto da Doutrina. São muitos os que, ignorantes, vão mantendo outras criaturas no seu mesmo nível, abominando estudos, detestando análises, impossibilitando a aeração dos movimentos do raciocínio. Um grande número não crê no que o Espiritismo expõe, mas se vale da atenção dos crédulos e ingênuos, sempre abundantes, para impor as suas próprias fantasias que trata de envolver com as cores da Veneranda Doutrina, porque sabe do desvalor do produto que oferece querendo adesões que lhe incense a vaidade.

Nenhum problema provocaria o indivíduo que criasse uma ordem de idéias, uma doutrina pessoal e que a defendesse com insistência, em seu nome mesmo, e a partir disso cobrasse atendimento, forjasse distintivos, premiações, imagens de "santos" encarnados, liturgias sacramentais e ordenações. Toda a sua prática seria buscada e seguida pelas almas que sintonizassem com isso, como deparamos no mundo dos intocáveis ismos , personalizados e personalistas, arrebanhando grupos imensos de fanatizados, que pagam bem caro para comprar um lugar no céu..., conforme a promessa dos seus líderes."

Camilo cita aquilo que também defendemos: sigam a quem quiserem e aquilo que bem entenderem, têm todos esse direito, mas aqueles que se dizem espíritas devam cuidar para que o Espiritismo mantenha-se livre de misturas, atavios e enxertias, permanecendo claro e límpido conforme nos foi legado pela Espiritualidade Superior.

"Quanto ao Espiritismo, porém, as coisas devem ser diferentes. Não havendo obrigação da pessoa ser espírita; inexistindo qualquer ameaça infernal para quem não aceite sua orientação; não se prometendo premiações celestiais a quem quer que seja e sendo uma escolha livre da criatura, em meio de tão diversificadas opções, torna-se imprescindível que quem queira ser espírita se despoje dessa terrível vaidade de que querer que as coisas sejam a seu gosto, ao invés de ajustar-se aos espirituais ensinamentos da Grande Luz. Imprescindível que o sincero espírita assuma, de fato, a disposição de melhorar-se com o conteúdo assimilado das lições do Infinito, pelejando para domar as suas inclinações inferiores."

No trecho a seguir, Camilo fala da estratégia da espiritualidade inferior para aniquilar o Movimento Espírita:

"Com tristeza, percebe-se hoje que o Movimento Espírita, que dispõe de tudo o que a Doutrina Espírita lhe brinda para ser amadurecido, pujante e avançado, tem sido alvo das investidas das Sombras organizadas e se encharcado com seus conteúdos peçonhentos e danosos. Daí, são núcleos criados para reverenciar personalidades vaidosas, que não abrem mão da relação de vassalagem; são instituições montadas somente para atender os corpos, sem qualquer compromisso com o espírito imortal que permanece vagueando nas trevas de si mesmo; são casas erguidas para desfigurar o pensamento espírita, em razão das mesclas implantadas com doutrinas, filosofias e práticas orientalistas ou africanistas que, mesmo merecendo respeito, têm propostas bem distintas das do Consolador."

Tais observações de Camilo não poderiam ser mais claras: a ênfase em trabalhos de cura de corpos em detrimento do estudo da Doutrina; a inserção de práticas orientalistas e africanistas; a idolatria a personalidades vaidosas e centralizadoras, encarnadas e desencarnadas, tidas como detentoras exclusivas da Verdade... Tudo isso com o velado objetivo de desfigurar o Espiritismo.

"Ainda em nosso Movimento Espírita, se há confundido o caráter universalista do Espiritismo com uma infausta tendência agregacionista, pois, ao invés de o pensamento espírita ajudar a ver o mundo dentro da óptica da Vida Superior, para que o indivíduo saia do nível das considerações meramente materiais, vê-se que tudo que é encontrado de "interessante" mundo afora, deseja-se agregar ao Espiritismo. Cânticos, terapias, experimentações psíquicas diversas, mantras, vestuário, jargões, festividades de gosto execrável e coisas outras ocupando variado espectro, têm despontado aqui e ali, em nome da Doutrina Espírita. E o que é mais contristador, é que tudo isto se dá diante da postura inerme dos que aceitaram responsabilidades diretivas das quais não dão conta. Tudo isto tem sido acompanhado com o consentimento dos que dirigem, coordenam, "orientam"..."

Exatamente como pensa a seita ramatisista: tudo crêem devam incorporar ao Espiritismo, em nome de um suposto "universalismo", que, na verdade, não passa de confusão sincrética oriunda de atavismos e falta de aprofundamento e entendimento da proposta doutrinária espírita. Disseminam aos quatro cantos que Kardec (entenda-se a Codificação) estaria ultrapassado, como se as verdades universais fossem mutáveis, ao mesmo tempo que desejam inserir no Espiritismo as crendices e superstições cujam origens remontam milhares de anos, quando a civilização achava-se em sua infância. E quando chamados a atenção, colocam-se na posição de vítimas, de perseguidos, raivosamente alegando "falta de caridade" daqueles que lutam pacificamente pela manutenção da unidade doutrinária. No entanto, como bem disse o espírito Camilo, falta de caridade é justamente nada fazer e tão-somente observar o crescimento dessas estranhas idéias em nosso meio.

Conclui Camilo, magistralmente:

"Afirmou o Celeste Guia que ninguém pode servir a dois senhores...

Estabeleceu o Excelso Mestre: Seja o vosso falar sim, sim, não, não...

Informa o Espírito da Verdade: Deus procede ao censo dos seus servidores fiéis e já marcou com o dedo aqueles cujo devotamento é apenas aparente.

Vale a pena refletir em todos esses brilhantes dizeres e nessas imagens tão expressivas dos mentores da Humanidade. A hora é, incontestavelmente, de testemunhos difíceis, e quem ainda não se sinta em condições de tomar do conteúdo da luminosa Revelação e dar-lhe impulso positivo, fazendo-a útil a si e aos irmãos do caminho, comece ou recomece o esforço íntimo para o fortalecimento da vontade de crescer, de despojamento do comodismo do homem velho, uma vez que Jesus Cristo confia nos empenhos das suas ovelhas, e conta que esses empenhos sejam verdadeiros, para que o seu devotamento não seja tão somente aparência, a fim de que se possa, então, construir um Movimento Espírita vívido e forte, capaz de representar as excelências do Espiritismo vivenciado e sofrido, se necessário, através das ações e convicções dos seus seguidores fiéis."

Ensinos kardequianos

Navegando no blog http://espiritismoxramatisismo.blogspot.com/, encontramos a coluna "FRASES EM DESTAQUE", com seguras orientaçoes kardequianas. Nada mais justo e coerente do que divulgá-las, parabenizando o autor do blog, Artur Felipe, pela compilação.

“(...) Uma coisa pode ser excelente em si mesma, muito boa para servir de instrução pessoal; mas o que deve ser entregue ao público exige condições especiais. Infelizmente o homem é inclinado a supor que tudo o que lhe agrada deve agradar aos outros. O mais hábil pode enganar-se; tudo está em enganar-se o menos possível”. (Allan Kardec, Revista Espírita, 1863, maio.)

(...) “No mundo invisível como na Terra, não faltam escritores, mas os bons são raros”. (Allan Kardec, Revista Espírita, 1863, maio.)

“Segue-se que a opinião de um Espírito sobre um princípio qualquer não é considerada pelos espíritas senão como uma opinião individual, que pode ser justa ou falsa, e não tem valor senão quando é sancionada pelo ensino da maioria, dado sobre os diversos pontos do globo”. (Revista Espírita, 1865)

“Há entre o espiritismo e outros sistemas filosóficos esta diferença capital; que estes são todos obras de homens, mais ou menos esclarecidos, ao passo que, naquele que me atribuís, eu não tenho o mérito da invenção de um só princípio. Diz-se: a filosofia de Platão, de Descartes, de Leibnitz; nunca se poderá dizer: a doutrina de A.Kardec; e isto, felizmente, pois que valor pode ter um nome em assunto de tamanha gravidade? O espiritismo tem auxiliares de maior preponderância, ao lado dos quais somos simples átomos”. (“O que é o Espiritismo”, cap. 1)

É preciso que se saiba que o Espiritismo sério se faz patrono, com alegria e apressuramento, de toda obra realizada com critério, qualquer que seja o país de onde provém, mas que, igualmente, repudia todas as publicações excêntricas. Todos os espíritas que, de coração, vigiam para que a Doutrina não seja comprometida, devem, pois, sem hesitação, denunciá-las, tanto mais porque, se algumas delas são produtos da boa-fé, outras constituem trabalho dos próprios inimigos do Espiritismo, que visam desacreditá-lo e poder motivar acusações contra ele. Eis porque, repito, é necessário que saibamos distinguir aquilo que a Doutrina Espírita aceita daquilo que ela repudia”. (Allan Kardec, Viagem Espírita em 1862. Instruções Particulares. VI.)

“Mas nunca será demasiado repetir: não aceiteis nada cegamente. Que cada fato seja submetido a um exame minucioso, aprofundado e severo.” (O Livro dos Médiuns – Kardec – item 98)

(...) “Observai e estudai com cuidado as comunicações que recebeis; aceitai o que a razão não recusar, repeli o que a choca; pedi esclarecimentos sobre as que vos deixam na dúvida. Tendes aqui a marcha a seguir para transmitir às gerações futuras, sem medo de as ver desnaturadas, as verdades que separáveis sem esforço de seu cortejo inevitável de erros”. (Santo Agostinho, Revista Espírita, 1863, julho.)

“Há polêmica e polêmica; e há uma diante da qual não recuaremos jamais, que é a discussão séria dos princípios que professamos.” (Allan Kardec, Revista Espírita - Nov/1858)

"Mas há também os meio sábios, falsos sábios, presunçosos, sistemáticos e até hipócritas. Estes são os mais perigosos, porque afetam uma aparência séria, de ciência e sabedoria, em favor da qual proclamam, em meio a algumas verdades e boas máximas, as mais absurdas coisas. Separar o verdadeiro do falso, descobrir a trapaça oculta numa cascata de palavras bonitas, desmascarar os impostores, eis, sem contradita, uma das maiores dificuldades da Ciência Espírita.”

“(...) Todas precauções são poucas para evitar as publicações lamentáveis. Em tais casos, mais vale pecar por excesso de prudência, no interesse da causa”. (Allan Kardec, Revista Espírita, 1863, maio)

“Aplicando esses princípios de ecletismo às comunicações que nos enviaram, diremos que em 3.600 há mais de 3.000 que são de uma moralidade irreprochável, e excelentes como fundo; mas que desse número não há 300 para publicidade, e apenas 100 de um mérito inconteste. Essas comunicações vieram de muitos pontos diferentes".

“Os maus Espíritos temem o exame; eles dizem: 'Aceitai nossas palavras e não as julgueis.' Se tivessem a consciência de estar com a verdade, não temeriam a luz. O hábito de escrutar as menores palavras dos Espíritos, de pesar-lhes o valor, distancia forçosamente os Espíritos mal intencionados, que não vêm, então, perder inutilmente seu tempo, uma vez que se rejeite tudo o que é mau ou de origem suspeita. Mas quando se aceita cegamente tudo o que dizem, que se coloca, por assim dizer, de joelhos diante de sua pretensa sabedoria, fazem o que fariam os homens - disso abusam.” (Allan Kardec, Escolhos dos Médiuns, Revista Espírita, fevereiro de 1859)

“Inferimos que a proporção deve ser mais ou menos geral. Por aí pode julgar-se da necessidade de não publicar inconsideradamente tudo quanto vem dos Espíritos, se quiser atingir o objetivo a que nos propomos, tanto do ponto de vista material quanto do efeito moral e da opinião que os indiferentes possam fazer do Espiritismo”. (Allan Kardec, Revista Espírita, 1863, maio.)

“É urgente que vos ponhais em guarda contra todas as publicações de origem suspeita, que parecem, ou vão parecer contrárias a todas as que não tiverem uma atitude franca e clara, e tende como certo que muitas são elaboradas nos campos inimigos do mundo visível ou no invisível, visando a lançar entre vós os fachos da discórdia. Cabe-vos não vos deixar apanhar. Tendes todos os elementos necessários para as apreciar”. (Espírito Erasto, Revista Espírita, 1863, dezembro.)

“Diante desse poderoso critério (o da Universalidade) caem necessariamente todas as teorias particulares que sejam o produto de idéias sistemáticas, seja de um homem, seja de um Espírito isolado. Uma idéia falsa pode, sem dúvida, agrupar ao seu redor alguns partidários, mas não prevalecerá jamais contra aquela que é ensinada por toda a parte.” (Allan Kardec, Revista Espírita, 1865)

“A força do Espiritismo não reside na opinião de um homem ou de um Espírito; está na universalidade do ensino dado por estes últimos; o controle universal, como o sufrágio universal, resolverá no futuro todas as questões litigiosas; fundará a unidade da doutrina muito melhor que um concílio de homens”.(Allan Kardec, Revista Espírita, 1864, maio.)

“Regra geral: todo espírito que liga mais importância à forma do que ao fundo é inferior, e não merece nenhuma confiança, ainda mesmo se, de tempo em tempo, disser algumas coisas boas; porque essas coisas boas podem ser um meio de sedução.” (Revista Espírita, set/ 1858)

Dicas de boa literatura espírita - por Artur Felipe de Azevedo Ferreira

Temos todos notado a enxurrada de livros antidoutrinários que vêm lotando as prateleiras de Centros e livrarias Brasil afora. Claro que cada um pode ler o que bem quiser, porém cabe sempre aos mais atentos informar que nem sempre as obras que são lançadas como sendo espíritas o são verdadeiramente, porque afrontam, sutilmente ou não, os mais elementares princípios da Doutrina Espírita. Infelizmente, há uma tendência - por pura ingenuidade e/ou desconhecimento - de se acreditar que toda obra mediúnica é confiável, ou seja, que deriva de uma fonte pura e que, consequentemente, está em conformidade com o que ensina o Espiritismo. Aqui mesmo neste espaço vimos que, no caso específico de Ramatis, não é isso que acontece.

Para ajudar nossos leitores a adquirem uma maior cultura espírita, relacionamos livros subsidiários de excelente qualidade que desenvolvem o pensamento espírita de maneira cristalina e fidedigna. Basta clicar no nome de cada um deles para baixá-los. Nem todas as obras que temos para sugerir encontram-se disponíveis para download. Recomendamos que, antes de tudo, estudemos e leiamos as obras da Codificação Espírita, não só uma vez, mas constante e incessantemente.

Boa leitura!
"O Que é o Espiritismo" (Allan Kardec)
"Viagem Espírita em 1862" (Allan Kardec)
"Agonia das Religiões" (J.Herculano Pires)
"O Centro Espírita" (J.Herculano Pires)
"Ciência Espírita" (J. Herculano Pires)
"O Homem Novo" (J.Herculano Pires)
"Evolução Espiritual do Homem" (J. Herculano Pires)
"Introdução à Filosofia Espírita" (J.Herculano Pires)
"A Pedra e o Joio" (J. Herculano Pires)
"O Verbo e a Carne" (J. Herculano Pires)
"Visão Espírita da Bíblia" (J.Herculano Pires)
"Espiritismo e Materialismo" (Cairbar Schutel)
"Espiritismo e Protestantismo" (Cairbar Schutel)
"O Espiritismo e o Clero Católico" (León Denis)
"Espiritismo e Cristianismo" (León Denis)
"O Problema do Ser, do Destino e da Dor" (León Denis)
"Síntese Doutrinária e Prática do Espiritismo" (León Denis)
"A Reencarnação" (Gabriel Delanne)
"Conhecendo o Espiritismo" (Adenáuer Marcos Ferraz de Novaes)
"Movimento e Doutrina" (Ivan René Franzolim)
Fonte: http://espiritismoxramatisismo.blogspot.com/2011/06/dicas-de-boa-literatura-espirita.html

segunda-feira, 27 de junho de 2011

O idioma Esperanto na Casa Espírita. Encontro com Esperantistas na FEP

A Federação Espírita Pernambucana realiza no mês de julho o I Encontro Estadual O Esperanto na Casa Espírita. O expositor será Affonso Soares, da Federação Espírita Brasileira – FEB.

O evento é destinado a todos que se interessam pelo Esperanto, idioma já bem conhecido, principalmente na Europa. No Brasil, coube aos Espíritas sua maior divulgação.

Há cerca de 30 anos, ininterruptamente, a Federação Espírita Pernambucana mantém o curso Básico de Esperanto, totalmente gratuito e aberto a todos os públicos.

Programação:

Sábado, 02 de julho de 2011


14h00-14h30: Recepção | Inscrições

14h30-15h00: Abertura – Saudação da Presidente da FEP (Ednar Santos) | Palavra do Presidente da Associação Pernambucana de Esperanto (Wendel Pontes) | Apresentação Cultural | Exórdio (leitura da mensagem “A Missão do Esperanto”, de Emmanuel) | Prece Inicial
15h00-16h00: Palestra As Origens do Esperanto – Affonso Soares
Abordagem: A história do Esperanto; a evolução do movimento; o contexto atual.

16h00-16h15: Intervalo

16h15-17h00: Palestra 100 Anos de apoio da FEB à Língua Internacional- Affonso Soares
Abordagem: A origem do Esperanto na Espiritualidade; a adesão e apoio dos espíritas pioneiros (ex.: Lèon Denis); o apoio da FEB e de seus presidentes; o papel de Ismael Gomes Braga.

Domingo, 03 de julho de 2011


08h30-09h00: Reabertura – Apresentação Cultural

09h00-09h30: Palestra A FEP e o Esperanto – Marcelo Mota e Equipe de Esperanto da FEP
Abordagem: A história do Esperanto na FEP e o Projeto Federativo de Cursos de Esperanto 2011

09h30-10h15: Palestra A Casa Espírita e o Ensino do Esperanto – Afonso Soares
Abordagem: A implantação do Esperanto nas casas espíritas; a orientação da FEB; o papel das casas na divulgação do Esperanto.

10h15-10h30: Intervalo

10h30-11h45: Participação do Público – Perguntas ao Expositor

11h45-12h30: Encerramento | Convite para a Palestra Pública

16h00-17h00: Palestra Pública – Auditório da FEP
Tema: Esperanto – O Espiritismo das Linguagens
, com base em uma frase de Ismael Gomes Braga. Abordagem da história do Esperanto e sua relação com o Evangelho e com o Espiritismo.

sábado, 25 de junho de 2011

VI Simpósio de Estudos e Práticas Espíritas em Pernambuco

VI Simpósio de Estudos e Práticas Espíritas em Pernambuco
A Ciência a caminho da espiritualização.
A importância do Espiritismo no processo evolutivo do ser.

Dia 15/07/2011 – Sexta
19:00
Abertura do Evento
19:20
Momento de arte
20:00
Composição da mesa, abertura oficial do SIMESPE e prece inicial
20:30

PALESTRA – A CIÊNCIA A CAMINHO DA ESPIRITUALIZAÇÃO – A IMPORTÂNCIA DO ESPIRITISMO NO PROCESSO EVOLUTIVO DO SER.
Conferencista - CARLOS BACCELLI (MG)
21:30
Prece de encerramento

Dia 16/07/2011 – Sábado

08:00
Momento de arte – Sibélius Tenório
08:30
Composição da mesa e prece inicial
08:50  
PALESTRA – CAUSAS ESPIRITUAIS DOS TRANSTORNOS MENTAIS – PSIQUISMO HUMANO E MEDIUNIDADE. “A questão mais aflitiva para o espírito no Além é a consciência do tempo perdido.” (Chico Xavier)
Conferencista – Dr. SÉRGIO LOPES (RS)
10:00
Intervalo
10:30 
PALESTRACONTRIBUIÇÃO DA FÍSICA QUÂNTICA NO PROCESSO DE INTERAÇÃO MENTE/CORPO - COMPROVAÇÕES CIENTÍFICAS DAS INFORMAÇÕES DE ANDRÉ LUIZ.
  “A matéria não explica a matéria e o unverso não se explica a si mesmo. Neste universo infinito existe uma força pensante; uma força atuante.” (Albert Einstein)
Conferencista – Dr. DÉCIO IANDOLI JÚNIOR (MT)
12:00
Intervalo (ALMOÇO)
13:30  
PALESTRA – A TRAJETÓRIA DO SER ESPIRITUAL DA ANIMALIDADE À ANGELITUDE – EVOLUÇÃO E FUNÇÕES DO CÉREBRO COMO ÓRGÃO DE MANIFESTAÇÃO DA MENTE. “Nascer, viver, morrer, nascer de novo e evoluir sempre. Eis o caminho!” (Allan Kardec)
Conferencista – Dr. IRVÊNIA PRADA (SP)
14:50
Momento de arte
15:30
PALESTRA (1ª PARTE) – PERISPÍRITO–ANIMISMO-MEDIUNIDADE E SUAS RELAÇÕES DE INTERDEPENDÊNCIA – UMA ABORDAGEM CIENTÍFICA À LUZ DA DOUTRINA ESPÍRITA. “O mundo é a oficina: o corpo é a ferramenta; a existência é a oportunidade; o dever a executar é a missão a cumprir.” (Emmanuel)
Conferencista – Dr. SÉRGIO FELIPE DE OLIVEIRA (SP)
16:30
Intervalo
17:00
PALESTRA (2ª PARTE) – PERISPÍRITO–ANIMISMO-MEDIUNIDADE E SUAS RELAÇÕES DE INTERDEPENDÊNCIA – UMA ABORDAGEM CIENTÍFICA À LUZ DA DOUTRINA ESPÍRITA. “O mundo é a oficina: o corpo é a ferramenta; a existência é a oportunidade; o dever a executar é a missão a cumprir.” (Emmanuel)
Conferencista – Dr. SÉRGIO FELIPE DE OLIVEIRA (SP)
18:00
Prece de Encerramento

 Dia 17/07/2011 – Domingo

08:00
Momento de arte
08:30
Composição da mesa e prece inicial
09:00
Sala de entrevistas – Primeiro bloco
Participantes: Dr. SÉRGIO LOPES, Dr. DÉCIO IANDOLI JR, Dra. IRVÊNIA PRADA, Dr. SÉRGIO FELIPE DE OLIVEIRA
10:30
Intervalo
11:00
Sala de entrevistas– Segundo bloco
Participantes: Dr. SÉRGIO LOPES, Dr. DÉCIO IANDOLI JR, Dra. IRVÊNIA PRADA, Dr. SÉRGIO FELIPE DE OLIVEIRA
12:00
Intervalo (ALMOÇO)
14:00
PALESTRA – EXPERIÊNCIAS DE QUASE MORTE – A CIÊNCIA CADA VEZ MAIS PERTO DA NOSSA REALIDADE ESPIRITUAL – TEORIAS CIENTÍFICAS SOBRE O MUNDO ESPIRITUAL E SUAS RELAÇÕES COM O MUNDO MATERIAL. “Fé verdadeira só o é, a que enfrenta a razão, face a face, em todas as épocas da humanidade” (Allan Kardec).
Conferencista – ANGELA MARIA COSTA DE MENESES (PE)
15:30
Momento de arte
16:00
PALESTRA – ESPIRITISMO, ALAVANCA LIBERTADORA DE CONSCIÊNCIAS – A VIVÊNCIA DOS POSTULADOS ESPÍRITAS CONSTRUINDO A SAÚDE INTEGRAL. “Se um dia tiver que escolher entre o mundo e o amor lembre-se: se escolher o mundo ficará sem o amor, mas, se escolher o amor, com ele conquistará o mundo.” (Albert Einstein)
Conferencista – GERALDO LEMOS NETO (MG)
17:20
Leitura das Cartas Consoladoras – CARLOS BACCELLI
18:00
Encerramento

Comunidade espírita de Petrolina lança site

Lançado o site da comunidade Espírita de Petrolina: http://petrolinaespirita.net/. Já inserimos em nosso banco de dados de links Espíritas

Federação Espírita Pernambucana lança nova revista

Os espíritas de Pernambuco agora têm sua nova Revista. Está nascendo a Aurora Espírita.

Lançamento – Programação:
Data: 1º de julho de 2011 (sexta-feira)

Hora: 19h30 as 20h30

Local: Auditório da FEP
Trabalhadores, frequentadores e amigos da FEP, residentes em todo Estado estão convidados para o lançamento da nova revista da Federação Espírita Pernambucana. A Revista Aurora Espírita será elaborada nos mesmos moldes da Revista Reformador, editada pela Federação Espírita Brasileira, tanto na qualidade gráfica e material, quanto doutrinária.

A Aurora Espírita foi a primeira Revista da FEP, fundada em 1º de julho de 1906 (fará 105 anos), e que será relançada em solenidade que contará com exposição do jornalista espírita Rhaldney Santos.

Rhaldney Santos terá como tarefa nos contar a história da Revista, lançada no no início do século XX e de qual foi sua proposta à época e a partir desse relançamento.
Além disso, alguns temas que serão abordados:

- Quais os primeiros espíritas de Pernambuco?

- Quais as origens do Movimento Espírita no Estado?

- Como e quando foi fundada a FEP?

- Como nasceu a Aurora Espírita?

- A prática da Mediunidade nas casas espíritas

- Eventos da FEP em julho, agosto e setembro

- Eventos do Movimento Espírita em julho, agosto e setembro

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Raul Teixeira responde

– Percebe-se que o movimento espírita tem sido invadido por ideias similares à autoajuda, com traços de salvacionismo e de individualismo, enquanto as pessoas, de modo geral, se distanciaram da questão social e da prática do bem. Como resgatar o amor ao próximo na prática espírita?

Raul Teixeira: Considerando-se que o Movimento Espírita é a formação dos humanos em torno do Espiritismo, no sentido de promover a sua divulgação por variados meios, sempre que ele esteja sob comandos ineptos e despreparados para esse comando, sofrerá as consequências dessa incapacidade.
Uma divina proposta, como é o Espiritismo, que está na Terra para renovar a vida da humanidade, não precisa somente de sentimentos amorosos, mas também de pensamentos amadurecidos. Eis a razão do amai-vos e instruí-vos, deixado pelo Espírito de Verdade.

Quando afirmamos, então, que o Movimento Espírita tem sido invadido seja pelo que for, cabe-nos atinar para quem vem permitindo a invasão, senão os que o dirigem sem as devidas condições de amorosidade ou de instrução.

Se há maus textos ou maus livros é porque há quem os elabore, quem os ache maravilhosos, quem os publique, quem os venda (inclusive nos centros espíritas) e, naturalmente, quem os consuma. São textos que “não comprometem”, não propõem esforços de autorrenovação, enfim, não incomodam... mas também não divulgam o Espiritismo. Apenas ocupam espaço.

Se há maus discursos na boca de malfadados discursadores, levando à tribuna espírita suas vaidades, seus “achismos”, seu rol interminável de chistes de gosto duvidoso, por um lado, ou suas mensagens sombrias, apavorantes, pessimistas ou piegas, por outro, é porque há quem de tudo isso goste, quem isso aplauda e difunda. Levam mensagens que não fazem pensar, que não chamam à responsabilidade, que nada acrescentam aos esforços pela transformação da intimidade do ser. Não expõem o Espiritismo em sua lucidez, em sua lógica. Apenas ocupam espaço.

O retorno do Movimento Espírita aos trilhos indispensáveis somente ocorrerá quando cada espiritista, honesto para com o Espiritismo, assumir o seu papel de estudioso e praticante de seus ensinamentos, sem tibieza, sem timidez, mas com a ousadia dos bons. Assim, ao dirigir qualquer instituição ou veículo de divulgação do Espiritismo, a eles imprimirá o caráter lúcido e lógico da nobre mensagem, o que será razoável filtro à penetração de tudo o que não corresponde à proposta do Consolador.

Enquanto as pessoas capacitadas abrirem mão de assumir compromissos nas áreas diversas do Movimento Espírita, justificando falta de tempo, comodidades, exigências sociais, etc., o Movimento estará, sem dúvida, sob outros comandos, muitas vezes de pessoas sérias e de boa vontade, mas sem o conhecimento espírita e sem a firmeza, sem o pulso forte, exigidos pelas sociedades de um mundo em reforma.

Continuaremos, então, a ver o Movimento Espírita invadido por isso e por aquilo, por esses e por aqueles – que acham os princípios espíritas muito rígidos ou ultrapassados – apondo seus produtos psíquicos (algumas vezes psiquiátricos), que vão se distanciando da prática genuinamente espírita, da busca da visão de Deus e do amor ao próximo.

Extraído de entrevista concedida especialmente a esta revista em 30 de abril de 2011



Erasto, os falsos profetas e o critério espírita

"Os falsos profetas não existem apenas entre os encarnados, mas também, e muito mais numerosos, entre os Espíritos orgulhosos que, fingindo amor e caridade, semeiam a desunião e retardam o trabalho de emancipação da Humanidade, impingindo-lhe os seus sistemas absurdos, através dos médiuns que os servem.
Esses falsos profetas, para melhor fascinar os que desejam enganar, e para dar maior importância às suas teorias, disfarçam-se inescrupulosamente com nomes que os homens só pronunciam com respeito. São eles que semeiam os germes das discórdias entre os grupos, que os levam a isolar-se uns dos outros e a se olharem com prevenções. Bastaria isso para os desmascarar. Porque, assim agindo, eles mesmos oferecem o mais completo desmentido ao que dizem ser.
Cegos, portanto, são os homens que se deixam enganar de maneira tão grosseira. Mas há ainda muitos outros meios de os reconhecer. Os Espíritos da ordem a que eles dizem pertencer devem ser não somente muito bons, mas também eminentemente racionais. Pois bem: passai os seus sistemas pelo crivo da razão e do bom-senso, e vereis o que restará. Então concordareis comigo em que, sempre que um Espírito indicar, como remédio para os males da Humanidade, ou como meios de realizar a sua transformação, medidas utópicas e impraticáveis, pueris e ridículas, ou quando formula um sistema contraditado pelas mais corriqueiras noções científicas, só pode ser um Espírito ignorante e mentiroso.
Lembrai-vos, ainda, de que, quando uma verdade deve ser revelada à Humanidade, ela é comunicada, por assim dizer, instantaneamente, a todos os grupos sérios que possuem médiuns sérios, e não a este ou aquele, com exclusão dos outros. Ninguém é médium perfeito, se estiver obsidiado, e há obsessão evidente quando um médium só recebe comunicações de um determinado Espírito, por mais elevado que este pretenda ser. Em consequência, todo médium e todo grupo que se julguem privilegiados, em virtude de comunicações que só eles podem receber, e que, além disso, se sujeitam a práticas supersticiosas, encontram-se indubitavelmente sob uma obsessão bem caracterizada. Sobretudo quando o Espírito dominante se vangloria de um nome que todos, Espíritos e encarnados, devemos honrar e respeitar, não deixando que seja comprometido a todo instante.
É incontestável que, submetendo-se ao cadinho da razão e da lógica toda a observação sobre os Espíritos e todas as suas comunicações, será fácil rejeitar o absurdo e o erro. Um médium pode ser fascinado e um grupo enganado; mas, o controle severo dos outros grupos, com o auxílio do conhecimento adquirido, e a elevada autoridade moral dos dirigentes de grupos, as comunicações dos principais médiuns, marcadas pelo cunho da lógica e da autenticidade dos Espíritos mais sérios, rapidamente farão desmascarar esses ditados mentirosos e astuciosos, procedentes de uma turba de Espíritos mistificadores ou malfazejos.” (Erasto, discípulo de São Paulo. Paris, 1862.)
O critério da concordância universal
“A melhor garantia de que um princípio é o expressar da verdade se encontra em ser ensinado e revelado por diferentes Espíritos, com o concurso de médiuns diversos, desconhecidos uns dos outros e em lugares vários, e em ser, ao demais, confirmado pela razão e sancionado pela adesão do maior número. Só a verdade pode fornecer raízes a uma doutrina. Um sistema errôneo pode, sem dúvida, reunir alguns aderentes; mas, como lhe falta a primeira condição de vitalidade, efêmera será a sua existência.” (Capítulo XXXI, pág. 474, Livro dos Médiuns.)
O Codificador do Espiritismo, também em "O Livro dos Médiuns", já elucidava quanto às intenções dos Espíritos quando estes se prontificavam a realizar previsões e revelações retumbantes:
"De que serve o ensino dos Espíritos, dirão alguns, se não nos oferece mais certeza que o ensino humano? Fácil é a resposta. Não aceitamos com igual confiança o ensino de todos os homens e, entre duas doutrinas, preferimos aquela cujo autor nos parece mais esclarecido, mais capaz, mais judicioso, menos acessíveis às paixões. Do mesmo modo se deve proceder com os Espíritos. Se entre eles há os que não estão acima da Humanidade, muitos há que a ultrapassaram; estes nos podem dar ensinamentos que em vão buscaríamos com os homens mais instruídos. É a distingui-los da turba dos Espíritos inferiores que devemos nos aplicar, se quisermos nos esclarecer, e é a essa distinção que conduz o conhecimento aprofundado do Espiritismo. Porém, mesmo esses ensinamentos têm um limite e, se aos Espíritos não é dado saber tudo, com mais forte razão isso se verifica relativamente aos homens.
Há coisas, portanto, sobre as quais será inútil interrogar os Espíritos, ou porque lhes seja defeso revelá-las, ou porque eles próprios ignoram e a cujo respeito apenas podem expender suas opiniões pessoais. Ora, são essas opiniões pessoais que os Espíritos orgulhosos apresentam como verdades absolutas. Sobretudo, acerca do que deva permanecer oculto, como o futuro e o princípio das coisas, é que eles mais insistem, a fim de insinuarem que se acham da posse dos segredos de Deus. Por isso, nesses pontos é que mais contradições se observam." (Capítulo XXVII - item 300.)
Sigamos, pois, o conselho de Erasto em "O Livro dos Médiuns" (capítulo XX, item 230):
“(...) Desde que uma opinião nova se apresenta, por pouco que nos pareça duvidosa, passai-a pelo crivo da razão e da lógica; o que a razão e o bom senso reprovam, rejeitai ousadamente; vale mais repelir dez verdades do que admitir uma só mentira (...)”.
Em relação à postura de alguns com relação aos ditados dos Espíritos, Kardec comenta: “Os crentes apresentam três nuanças bem caracterizadas: os que não veem nessas experiências senão uma diversão, um passatempo... mas que não vão além. Há, em seguida, as pessoas sérias, instruídas, observadoras, às quais não escapa nenhum detalhe, e para as quais as menores coisas são objeto de estudo. Vêm, em seguida, os ultracrentes, os crentes cegos, aos quais se pode censurar um excesso de credulidade; aos quais a fé, insuficientemente esclarecida, lhes dá uma total confiança nos Espíritos, que lhes emprestam todos os conhecimentos e, sobretudo, a presciência...” (Revista Espírita de fevereiro de 1858 – Allan Kardec, IDE , 1ª edição – pág. 53.)

ARTUR FELIPE DE AZEVEDO FERREIRA
arturfelipeazevedo@msn.com
Goiânia, Goiás (Brasil)

fonte: http://www.oconsolador.com.br/ano5/214/artur_ferreira.html

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