sexta-feira, 1 de julho de 2011

ORIENTAÇÕES KARDEQUIANAS - I

ORIENTAÇÕES KARDEQUIANAS - I

“(...) Uma coisa pode ser excelente em si mesma, muito boa para servir de instrução pessoal; mas o que deve ser entregue ao público exige condições especiais. Infelizmente o homem é inclinado a supor que tudo o que lhe agrada deve agradar aos outros. O mais hábil pode enganar-se; tudo está em enganar-se o menos possível”. (Allan Kardec, Revista Espírita, 1863, maio.) (grifei)

(...) “No mundo invisível como na Terra, não faltam escritores, mas os bons são raros”. (Allan Kardec, Revista Espírita, 1863, maio.) (grifei)

Já tive oportunidade de escrever e realizar palestras onde cito o exemplo da médium Yvonne A Pereira, que guardou os manuscritos do livro Memórias de Um Suicida por 20 anos, ate levá-lo à publicação.

Allan Kardec tinha um critério muito rigoroso na publicação de mensagens e orientações dos Espíritos, não importando os nomes pomposos ou não com que se apresentassem [1].

Volto a bater na mesma tecla: com o critério rigoroso de Allan Kardec, boa parte dos livros, ditos mediúnicos, seriam publicados? É lógico que não!

Qualquer livro que se intitule Espírita, seja mediúnico ou não, deve rigorosamente estar dentro dos princípios Espíritas e deles não se afastar em hipótese alguma, para não gerar confusão na cabeça das pessoas que começam a estudar a Doutrina Espírita e não introduzir informações equivocadas no corpo doutrinário e no movimento Espirita.

Existem diversos livros mediúnicos e todos nós temos o direito de lê-los, bem como o direito de aceitar seu conteúdo, por mais estranho que pareça, mas daí a querer introduzir dentro do corpo doutrinário vai uma distância enorme.

Afirma Kardec que, o que deve ser entregue ao público, exige condições especiais e isso significa que, qualquer conceito que se apresente suspeito, deve ser questionado aos autores ou excluído do texto, sem dó, nem piedade.

Devemos temer os Espíritos por tal atitude? É claro que não, porque os Espíritos verdadeiramente superiores não temem o exame daquilo que transmitem, nem se melindram com nossos questionamentos, pelo simples fato de ter uma dupla característica: é um dever e um direito de nossa parte.

Com relação aos “escritores” de má qualidade do além, eles temem qualquer tentativa de análise dos seus escritos e inspiram seus médiuns rejeitarem qualquer tipo de exame, classificando aqueles que os analisam de obsediados, invejosos e inimigos da Verdade e do Bem.

Com relação a tais Espíritos e médiuns, eis o ensinamento de Erasto:

É incontestável que, submetendo ao cadinho da razão e da lógica todos os dados e todas as comunicações dos Espíritos, fácil será descobrir-se o absurdo e o erro. Pode um médium ser fascinado, como pode um grupo ser mistificado. Mas, a verificação severa dos outros grupos, o conhecimento adquirido e a alta autoridade moral dos diretores de grupos, as comunicações dos principais médiuns, com um cunho de lógica e de autenticidade dos melhores Espíritos, farão justiça rapidamente a esses ditados mentirosos e astuciosos, emanados de uma turba de Espíritos enganadores e malignos. Erasto (discípulo de São Paulo).[2]



[2] - KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns. Cap. XXXI – Dissertações Espíritas, nº 27. 62ª ed. FEB/Rio

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