quinta-feira, 7 de julho de 2011

ORIENTAÇÕES KARDEQUIANAS - II

ORIENTAÇÕES KARDEQUIANAS - II
Segue-se que a opinião de um Espírito sobre um princípio qualquer não é considerada pelos espíritas senão como uma opinião individual, que pode ser justa ou falsa, e não tem valor senão quando é sancionada pelo ensino da maioria, dado sobre os diversos pontos do globo. (grifei) [1]

Uma só garantia séria existe para o ensino dos Espíritos: a concordância que haja entre as revelações que eles façam espontaneamente, servindo-se de grande número de médiuns estranhos uns aos outros e em vários lugares. (grifei) [2]

Allan Kardec criou um sistema que, se não é perfeito, chega próximo da perfeição, para a análise dos ditados mediúnicos: o controle universal.
Esse sistema não deve ser esquecido, nem temido pelos médiuns, porque dá a segurança necessária para a aceitação de qualquer mensagem.
Temos visto obras ditas mediúnicas, assinadas por determinados Espíritos que vergonhosamente se contradizem. Ou seja, escreveram por outros médiuns uma coisa e, por determinado médium, escreve outra totalmente diferente.
É evidente que, aqui o Espírito vergonhoso é um grande mistificador e mentiroso.
Em alguns casos, existem obras sérias, enquanto que outras atribuídas aos mesmos Espíritos, não passam de arremedos.
O mais grave, nessa história toda, é que a tal obra mediúnica é publicada como se nada estivesse errado, como se o Espírito tivesse mudado de opinião.
Entre duas mensagens, em uma o Espírito tem sempre uma linguagem superior e equilibrada e, na outra, usa expressões grosseiras. Qual é a falsa e a verdadeira? Difícil identificar? Claro que não.
Mas existem também aquelas mensagens que sugerem a fascinação, onde o espirito autor é inteligente o suficiente para tentar enganar através de palavras bonitas e expressões inteligentes, onde aparenta até um cunho científico, com citações diversas. Como identificar, nesse caso?
Aí é que entra o tal controle de Kardec: a mensagem tem de estar coerente com os diversos ditados mediúnicos sobre o mesmo assunto e, também estar de acordo com os dados positivos da ciência.
Poderá um Espírito ensinar que o aborto deve ser praticado, quando todos os ensinos espíritas são em sentido contrário, admitindo o aborto apenas quando a vida da mãe corre risco? Não um Espírito sério.
Poderá um Espírito que, quando na Terra, seguia os preceitos Espíritas e, agora na vida espiritual, apresenta e propõe teses estranhas? De forma alguma!


[1] - KARDEC. Allan. Revista Espírita. 1865
[2] - idem. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Introdução, nº 2 – Controle universal do ensino dos Espíritos. 112ª ed. FEB/Rio

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