domingo, 10 de julho de 2011

SÍNDROME DO PÂNICO, publicado no Portal Garanhuns Espírita

O que é pânico? Como o pânico é formado?Quais são os sintomas do pânico? Crise de pânico não é sintoma de pânico!Complicações. Tratamento.

O QUE É PÂNICO?

Conta a lenda que o deus mitológico Hermes teve um filho com Penélope. A criança ao nascer era tão feia que sua mãe saiu correndo! Essa criança recebeu o nome de Pã, e tinha o estranho hábito de aparecer subitamente para os viajantes, que em geral tinham uma reação de grande medo, de pânico.

Vem dessa lenda o nome da síndrome do pânico. Hoje em dia, essa síndrome é o nome médico para uma reação de grande medo, em geral com sintomas extremamente desagradáveis, que aparecem sem nenhuma razão aparente.

COMO O PÂNICO É FORMADO?

Para entender como é formada a síndrome do Pânico, tente imaginar que a sua cabeça é como uma casa que tem um alarme contra ladrões. Esse alarme é muito útil para situações de emergência. No entanto, para certas pessoas, esse alarme toca sem mais essa nem aquela, sem nenhum motivo aparente. Quando esse alarme toca, damos o nome de Crise de Pânico.

QUAIS SÃO OS SINTOMAS DO PÂNICO?

Bem, na verdade são sensações bastante fortes de medo, em geral acompanhados de pelo menos quatro dos seguintes sintomas:

falta de ar, palpitações, dor ou desconforto no peito, sensação de sufocamento ou afogamento, tontura ou vertigem, sensação de falta de realidade, formigamento, ondas de calor ou de frio, sudorese, sensação de desmaio, tremores ou sacudidelas, medo de morrer ou de enlouquecer ou de perder o controle.

CRISE DE PÂNICO NÃO É SÍNDROME DE PÂNICO!

É importante notar que esses quatro desses sintomas sugerem o diagnóstico de crise de pânico. Para que haja a síndrome do pânico, é necessário que esse medo e esses sintomas ocorram de forma inesperada, que sejam recorrentes, e que não sejam precipitados por alguma situação ou acontecimento.

COMPLICAÇÕES

Para piorar mais ainda a situação, é comum com as pessoas que tem pânico passarem a ter medo dos locais aonde a crise aconteceu. Desse modo, a pessoa tem uma crise dentro de um carro, e passa a não querer mais dirigir. Tem outra crise num lugar fechado, e passa a não querer mais entrar em shopping center ou em bancos. E assim por diante. Para tentar diminuir esse medo, acaba sempre procurando lugares em que a saída seja fácil, e também andar sempre acompanhada. Infelizmente essas medidas não são suficientes, e é necessário tratamento especializado.

TRATAMENTO

A boa notícia fica por conta dos tratamentos atuais. Existe medicamentos capazes de efetivamente interromperem essas crises.

   
São medicações que agem no cérebro, regularizando as áreas cerebrais aonde essas crises são desencadeadas. Não são, portanto, simples "calmantes", mas verdadeiros regularizadores do funcionamento cerebral.

   
O tratamento em geral deve ser seguido por uma terapia do tipo comportamental para acabar com outro problema de quem tem pânico. Trata-se do medo das crises de medo! Em geral quem tem pânico fica condicionado a achar que vai morrer quando a crise começa. Resultado: quando sente pequenos sintomas que lembram a crise, já são tomadas por esse medo, o que acaba resultando numa crise completa de pânico.


Esse tipo de terapia é bastante específico. Em outras palavras não é qualquer tipo de terapia que funciona com o pânico e algumas podem até mesmo piorar o quadro. Mas quando a terapia comportamental é aplicada corretamente, e em conjunto com a medicação adequada, consegue-se melhora acentuada ou ausência total dos sintomas em 80 % das pessoas, num prazo bastante rápido.

   
Uma medida fundamental no pânico é saber respirar: durante a crise a maioria das pessoas que sofre desse transtorno respira de modo superficial, o que acaba por mudar a química do sangue, que por sua vez é interpretado pelo cérebro como uma situação de emergência, gerando mais e mais crises de pânico.

   

Artigo gentilmente cedido para cópia pelo Dr. Cyro Masci


URL: http://www.regra.com.br/cyromasci/

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