domingo, 12 de junho de 2011

Aglomerado Aberto Plêiades - mais informações

Annotated Image of the Pleiades and HST Field of View

Source: Hubblesite.org

A imagem acima, tirada do site do Hublle, mostra as 9(nove) estrelas vísiveis das Plêiades, abaixo, mais uma matéria sobre o aglomerado.

As Plêiades (Objeto Messier 45) são um grupo de estrelas na constelação do Touro. As Plêiades, também chamadas de aglomerado estelar (ou aglomerado aberto) M45 são facilmente visíveis a olho nu nos dois hemisférios e consistem de várias estrelas brilhantes e quentes, de espectro predominantemente azul. As Plêiades tem vários significados em diferentes culturas e tradições. O cluster é dominado por estrelas azuis quentes, que se formaram nos últimos 100 milhões de anos. Há uma nebulosa de reflexão formada por poeira em torno das estrelas mais brilhantes que acreditava-se a princípio ter sido formado pelos restos da formação do cluster (por isto receberam o nome alternativo de Nebulosa Maia, da estrela Maia), mas hoje sabe-se que se trata de uma nuvem de poeira não relacionada ao aglomerado, no meio interestelar que as estrelas estão atravessando atualmente. Os astrônomos estimam que o cluster irá sobreviver por mais 250 milhões de anos, depois dos quais será dispersado devido à interações gravitacionais com a vizinhança galáctica.

Distância

A distância das Plêiades é um primeiro passo importante na assim chamada escada das distâncias cósmicas, uma sequência de escalas de distância para todo o Universo. O tamanho do primeiro passo calibra a escada toda, e a escala para este primeiro passo foi estimado por vários métodos. Como o cluster está bem perto da Terra, sua distância é relativamente fácil de medir. Um conhecimento preciso da distância permite que os astrônomos façam um diagrama de Hertzsprung-Russell para o aglomerado que, quando comparado para os desenhados para clusters cuja distância não é conhecida, permite que suas distâncias sejam estimadas. Outros métodos podem então estender a escala de distâncias de aglomerados abertos para galáxias e aglomerados de galáxias, e uma escada de distâncias cósmicas pode ser construída. Fundamentalmente o entendimento da idade e evolução futura do Universo é influenciada pelo seu conhecimento da distância das Plêiades. Os resultados anteriores ao lançamento do satélite Hipparcos apontavam que a distância das Plêiades era de cerca de 135 parsecs da Terra. O satélite Hipparcos causou uma consternação entre os astrônomos ao descobrir que a distância era apenas de 118 parsecs ao medir a paralaxe das estrelas no aglomerado—uma técnica que deve dar os resultados mais diretos e precisos. Trabalhos posteriores tem consistentemente encontrado erros na medição da distância das Plêiades pelo Hipparcos, mas ainda não se sabe por que o erro aconteceu. A distância das Plêiades atualmente é aceita como sendo de cerca de 135 parsecs (praticamente 440 anos-luz).

Composição

Uma imagem do Spitzer em infravermelho, mostrando a poeira associada. Crédito: NASA/JPL-Caltech

O núcleo do aglomerado tem um raio de cerca de oito ano-luz e uma raio da maré de cerca de 43 anos luz. O aglomerado inclui mais de 1.000 membros confirmados estatisticamente, embora este valor exclui estrelas binárias não resolvidas. É dominada por jovens e quentes estrelas azuis, 14 podem ser vistas a olho nu dependendo da observação e das condições locais. O arranjo das estrelas mais brilhantes é algo semelhante a Ursa Maior e Ursa Menor. A massa total contida no aglomerado é estimada em cerca de 800 massas solares. O aglomerado contém muitas anãs marrons, que são objetos com menos de cerca de 8% do da massa do Sol, não possuem massa o suficiente para a fusão nuclear (para iniciar reações em seus núcleos e tornar-se estrelas). Podem constituir até 25% da população total do aglomerado, embora elas contribuem com menos de 2% da massa total. Os astrônomos têm feito grandes esforços para encontrar e analisar anãs marrons nas Plêiades e de outros jovens "aglomerados", porque são ainda relativamente brilhantes e observáveis, enquanto que anãs marrons nos aglomerados são mais "apagadas" e muito mais difíceis de estudar.

Idade e futura evolução

A idade para os aglomerados estelares podem ser estimados comparando com o diagrama de Hertzsprung-Russell do cluster com modelos teóricos de evolução estelar. Utilizando esta técnica, foram estimadas idades entre 75 e 150 milhões de anos para as Plêiades. A dispersão nas idades estimadas é um resultado da incerteza nos modelos de evolução estelar. Em particular, modelos que incluem um fenômeno conhecido como superação convectiva, em que uma zona convectiva dentro de uma estrela penetra uma zona não convectiva, resultando em idades aparentes mais altas. Outra maneira de estima a idade do cluster é olhando os objetos de menor massa. Em estrelas normais na sequência principal, o lítio é rapidamente destruído em reações de fusão nuclear, mas anãs marrons podem reter seu lítio. Devido à temperatura de ignição baixa do lítio, de 2,5 milhões de kelvin, as anãs marrons de maior massa irão queimá-lo eventualmente, assim a determinação das anãs marrons de maior massa que ainda contém lítio no aglomerado pode dar uma idéia de sua idade. A aplicação desta técnica às Plêiades dá uma idade de cerca de 115 milhões de anos. O movimento relativo do aglomerado eventualmente irá levá-lo, conforme é visto da Terra, muitos milênios no futuro, passando pelo pé do que é atualmente a constelação de Órion. Além disso, como muitos aglomerados abertos, as Plêiades não vão ficar conectadas gravitacionalmente para sempre, já que algumas estrelas componentes serão ejetadas depois de encontros próximos e outras serão destruídas por marés de campos gravitacionais. Os cálculos sugerem que o aglomerado levará 250 milhões de anos para se dispersar, com interações gravitacionais com nuvens moleculares gigantes e os braços espirais de nossa galáxia também precipitando sua destruição.

O aglomerado aberto das Plêiades ou M45 – conhecendo melhor

O aglomerado estelar aberto das Plêiades é o aglomerado de estrelas mais brilhante em todo o céu. As Plêiades também são conhecidas por vários outros nomes tais como "Sete Irmãs", como M 45 pela classificação do catálogo Messier, e como "Subaru" no Japão. Este aglomerado está localizado na constelação do Touro (Taurus). Seis das estrelas nas Plêiades são visíveis sem o auxílio de telescópios. Aproximadamente 500 estrelas pertencem ao aglomerado estelar aberto das Plêiades e a maioria delas são fracas. Uma nebulosa de reflexão circunda estas estrelas.

Conhecendo melhor as estrelas das Plêiades

A imagem abaixo, obtida por David Malin usando o U.K. Schmidt Telescope, um dos telescópios pertencentes ao Anglo-Australian Observatory (AAO) mostra as principais estrelas do aglomerado aberto das Plêiades. O seu "mouse" o ajudará a identificar os nomes de nove delas.





Dados essenciais:

descoberto por
(conhecido desde a pré-história)
outros nomes
M 45; "Sete Irmãs"; "Subaru" (no Japão)
constelação
Taurus
ascenção reta
03 horas 47,0 minutos
declinação
+24o 07'
distância
380 anos-luz
magnitude visual
1,6
dimensões aparentes
110,0 minutos de arco
idade
~100 milhões de anos



Outros fatos importantes

  • MUITO IMPORTANTE: fisicamente, a nebulosa de reflexão que voce ve na fotografia, provavelmente, é parte da poeira de uma nuvem molecular NÃO RELACIONADA com o aglomerado das Plêiades. Ela NÃO É formada por restos da nebulosa que, um dia, deu origem ao aglomerado das Plêiades. Simplesmente esta nuvem de poeira está cruzando o caminho do aglomerado das Plêiades. O fato desta nebulosa de reflexão não estar associada com o aglomerado aberto das Plêiades é comprovado por medições das velocidades radiais relativas delas. Mostra-se que a nebulosa e o aglomerado tem velocidades radiais diferentes, cruzando um ao outro com uma velocidade relativa de 11 quilômetros por segundo.
  • Modernos métodos de observação tem revelado que pelo menos 500 estrelas, na maioria muito fracas, pertencem ao aglomerado aberto das Plêiades
  • O aglomerado aberto das Plêiades se espalha por um campo de 2 graus no céu (isto significa 4 vezes o diametro da Lua!)
  • A distância do aglomerado aberto das Pleiades, 380 anos-luz, foi recentemente determinado a partir de medições de paralaxe diretas realizadas pelo satélite astrométrico Hipparcos, da European Space Agency (ESA). Este novo valor difere muito daquele que era aceito anteiormente, cerca de 408 anos-luz. Curiosamente, isto trouxe um problema para os astrofísicos. Agora é necessário explicar a contradição que existe entre este novo valor, que coloca as Plêiades bem mais próximas de nós, e as magnitudes aparntes comparativamente fracas das estrelas que formam este aglomerado.
Fonte: http://www.on.br/glossario/alfabeto/a/aglom_aberto_pleiades.html

NOTA DE CLÁUDIO LUCIANO: com relação à distância das Plêiades, hoje aceita-se como sendo em torno de 500 al (anos-luz)

Transição planetária: o equívoco de Alcyone

Hoje (11/06/2011), estive no Centro Cultural para a palestra  sobre Transição Planetária, que é moda agora. Já tivemos várias modas em nosso movimento. Lembro-me de uma que era a “proposta de alteridade”. Todo congresso, seminário, simpósio, falava sobre alteridade.

Amigo leitor, não veja aqui nenhuma crítica acerba ao expositor, até porque, como sempre, sua palestra foi brilhante, brilhante até cometer alguns equívocos na esfera científica.

Sempre fico com o pé atrás quando ouço dizer que alguém irá falar de transição planetária, porque fico preocupado com informações equivocadas, dadas como se fossem científicas.

No que diz respeito às informações doutrinárias, o palestrante não deixou a desejar em absolutamente nada, mas quando passou a discorrer sobre astronomia, escorregou na mesma tese dos esotéricos que afirmam que o sol orbita a estrela Alcyone e que vamos entrar no tal cinturão de fótons.

Já escrevi aqui e no Portal Garanhuns Espírita sobre o assunto, mas vou voltar à baila, rogando aos oradores espíritas que, antes de apresentarem teses como sendo científicas, façam uma extensa pesquisa, não aceitando nada que deixe a menor sombra de dúvida.

Então vamos lá:

O expositor reafirmou a tese de que o Sol orbita a estrela Alcyone das Pleaides.

O Sol e todo o sistema solar orbita o centro da Via Láctea a uma velocidade de média de 217 Km/s e leva em torno de 225 milhões de anos para dar uma volta inteira na galáxia. Nem mesmo as várias estrelas das Plêiades, pois não são apenas sete, orbitam Alcyone.

Foi apresentada a tese com o respaldo da pesquisa de quatro astrônomos: Friedrich Wilhelm Bessel, Paul Otto Hesse, José Comas Sola e Edmund Halley.

Eis a informação colhida agora mesmo na internet:
Comecemos pelos nomes citados, três deles são realmente de astrônomos:
Edmund Halley - britânico, também matemático (1656-1742)
Friedrich Wilhelm Bessel - alemão, também matemático (1784-1846)
José Comas Sola - espanhol (1868-1937)
Nenhum dos três jamais se envolveu em qualquer estudo ou hipótese de uma possível órbita do Sol em torno de Alcyone. Halley e Bessel estudaram as Plêiades, mas seus estudos foram voltados para o movimento próprio de suas estrelas, o que nada tem a ver com as idéias de Paul Hesse.
Paul Otto Hesse - escritor esotérico alemão, publicou em 1949 um livro intitulado “Der Jüngste Tag” (The Recent Day) em que apresentou suas idéias sobre o Sol orbitando Alcyone e a existência do cinturão de fótons. É possível que neste livro ele tenha citado de forma abusiva os três astrônomos. Em um dos textos que encontrei, afirma-se inclusive que Hesse recebeu o Premio Nobel de Ciência!
Portanto, nenhum astrônomo jamais calculou qualquer órbita de 26.000 anos, do Sol em torno de Alcyone, foi tudo imaginado pelo escritor alemão.
Nosso sistema solar tem de 4,5 a 5 bilhões de anos, como poderia orbitar uma estrela que não tem mais de 100 milhões de anos? Todas as estrelas da nossa galáxia se movem, assim como o nosso Sol. Algumas se afastam de nós, outras se aproximam, os astrônomos já determinaram que o Sol segue na direção aproximada da estrela Vega, da constelação da Lira. (grifei) [1]

Foi apresentada uma imagem (abaixo) e eu a pesquisei no Hubble site e não a encontrei de forma alguma, mas achei mais de 200.000 resultados no google e somente os que tive coragem de ver eram de sites ditos espíritas e esotéricos. Não achei em nenhum site de astronomia e peço que, se acharem passem o link par análise do conteúdo.

Eis um pequeno resumo sobre as Plêiades: [2]

Imagem das plêiades

O aglomerado estelar aberto das Plêiades é o aglomerado de estrelas mais brilhante em todo o céu. As Plêiades também são conhecidas por vários outros nomes tais como "Sete Irmãs", como M 45 pela classificação do catálogo Messier, e como "Subaru" no Japão. Este aglomerado está localizado na constelação do Touro (Taurus). Seis das estrelas nas Plêiades são visíveis sem o auxílio de telescópios. Aproximadamente 500 estrelas pertencem ao aglomerado estelar aberto das Plêiades e a maioria delas são fracas. Uma nebulosa de reflexão circunda estas estrelas.

Outros fatos importantes
·        MUITO IMPORTANTE: fisicamente, a nebulosa de reflexão que você vê na fotografia, provavelmente, é parte da poeira de uma nuvem molecular NÃO RELACIONADA com o aglomerado das Plêiades. Ela NÃO É formada por restos da nebulosa que, um dia, deu origem ao aglomerado das Plêiades. Simplesmente esta nuvem de poeira está cruzando o caminho do aglomerado das Plêiades. O fato desta nebulosa de reflexão não estar associada com o aglomerado aberto das Plêiades é comprovado por medições das velocidades radiais relativas delas. Mostra-se que a nebulosa e o aglomerado tem velocidades radiais diferentes, cruzando um ao outro com uma velocidade relativa de 11 quilômetros por segundo.
·        Modernos métodos de observação tem revelado que pelo menos 500 estrelas, na maioria muito fracas, pertencem ao aglomerado aberto das Plêiades
·         O aglomerado aberto das Plêiades se espalha por um campo de 2 graus no céu (isto significa 4 vezes o diametro da Lua!)
·         A distância do aglomerado aberto das Pleiades, 380 anos-luz, foi recentemente determinado a partir de medições de paralaxe diretas realizadas pelo satélite astrométrico Hipparcos, da European Space Agency (ESA). Este novo valor difere muito daquele que era aceito anteiormente, cerca de 408 anos-luz..
Foi afirmado que a nossa galáxia contém tantos bilhões de galáxias, mas na verdade a nossa galáxia, que é uma espiral barrada, é uma só e contém algo em torno de 200 bilhões de estrelas e uma estimativa de 1 trilhão de planetas, tendo no seu centro um supermassivo buraco negro.

Só para se ter uma idéia de números reais, vejamos informações para o universo visível em 14 bilhões de anos-luz [3]:

Número de superaglomerados no universo visível = 270.000
Número de grupos de galáxias no universo visível = 500 milhões
Número de galáxias grandes no universo visível = 10 bilhões
Número de galáxias anãs no universo visível = 100 bilhões
Número de estrelas no universo visível = 2.000 bilhões de bilhões

Outro detalhe importante, que é preciso ressaltar é que nosso sistema solar não está se aproximando das Plêiades e sim se afastando delas. Este assunto foi tratado aqui no blog e no Portal Garanhuns Espírita, mas vamos revisar:

Entre outras coisas, li que o Sistema Solar gira no sentido horário em torno de Alcyone, a estrela mais brilhante do grupo das Plêiades, que em volta dela existe um cinturão de fótons, que a radiação do cinturão desintegra os elétrons.

(...) pelo que sei, o Sistema Solar afasta-se das Plêiades a uma velocidade acima de sete quilômetros por segundo, o que parece ser motivo suficiente para não nos preocuparmos com a desintegração de nossos elétrons. Assim mesmo, supondo que eu possa estar enganado, vejamos o que aconteceria se, em vez de nos afastarmos de Alcyone, caminhássemos a seu encontro, não a sete, mas a sete mil quilômetros por segundo. Em quanto tempo chegaríamos à metade da distância que nos separa dela agora? A resposta ultrapassa os oito mil anos, (...). (grifei) [4]

Ou seja, ainda que nos aproximássemos das Plêiades, levaríamos mais de oito mil anos! Lá para depois do ano 10.000!

O que me preocupa é que estão passando tal informação como sendo orientação espírita e vida de fontes seguras, sem a menor análise do seu conteúdo e até questionamento aos Espíritos que a transmitem por seus médiuns!

O Espiritismo tem um aspecto científico e devemos seguir o pensamento de Allan Kardec, quando realizarmos pesquisa científica.

Na exposição de hoje foi citado um texto com a referência aos quatro astrônomos que, em pesquisa no google, achei centenas dele, sem tirar, nem por.

Vou repetir: não questiono o conteúdo doutrinário que foi apresentando hoje, mas a informação equivocada sobre Alcyone, cinturão de fótons e a órbita do Sol.

Lembremos que, até as formas das 88 constelações do céu são uma ilusão devida às distâncias estelares, como por exemplo, o Cruzeiro do Sul, com suas estrelas em forma de cruz e a intrometida, onde cada uma tem distâncias diferentes:
Estrela
Distância
Gacrux
87,94 al
Mimosa
352,60 al
Cru
364,01 al
Acrux
320,70 al


Eu tinha uma dúvida quando fui à palestra hoje: será tratado desta questão de Alcyone de novo?

Uma das grandes críticas sofridas pelo Espiritismo é justamente que, para algumas pessoas, tem apenas a aparência de ciência e o pior é que, quando ouvimos informações deste jaez dá essa impressão mesmo.

Se me provarem por A + B que orbitamos Alcyone, não com informações vindas de fontes esotéricas ou de Espíritos, sem a devida comprovação da pesquisa científica e suas fontes, darei a mão à palmatória.

[3] - fonte: http://atlas.zevallos.com.br/universe.html, acesso em 11/06/2011

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