domingo, 10 de março de 2013

Homenagem a JANILDE BEZERRA, mãe do coração!


Corria o ano de 1983, quando conclui o curso de datilografia na Rua Dr José Mariano. Nada de anormal afinal, meus pais queriam dar ao filho um curso que o ajudasse a arrumar emprego de datilógrafo.

O nome da escola era ESCOLA HUMBERTO DE CAMPOS “sob a dependência administrativa do Centro Espírita Deus, Amor e Caridade” e tinha alguns livros sobre Espiritismo. Lembro-me de uma foto de Chico Xavier. Não dei muita importância a estes detalhes, como o nome do Centro Espírita, os livros e foto de Chico. Mal sabia eu que seriam de grande importância na minha vida, assim como a própria Janilde, um ano e pouco depois.

Novembro de 1984. Eu havia completado 16 anos no mês de junho quando, movido pela curiosidade, conheci o Centro Espírita Deus, Amor e Caridade - CEDAC. Fui levado por uma tia minha que, àquela época, o frequentava.

Curioso como são as coisas: lembro-me de ter passado muitas vezes à frente do CEDAC e nunca tive interesse de entrar lá!

Quem era a presidente do Centro? Justamente a mesma pessoa que assinou minha carteira de datilógrafo: JANILDE BEZERRA.

Gostei daquelas informações novas que ia recebendo ao ouvir as palestras, sendo que, a primeira palestra foi de Dr Aurélio Muniz Freire.

Um belo dia, no ano seguinte, 1985, D. Janilde me chamou para a mesa diretora da reunião. Tomei o maior susto! Ainda bem que era “somente” para  fazer a prece inicial.

Os meses foram passando e o jovem neófito sempre fazendo a prece inicial ou final, até que, um dia ela me pediu para ler o Evangelho Segundo o Espiritismo. Eu li e, quando fui passar o livro para D. Janilde, ela me disse “agora comente!” Não é preciso dizer que o chão sumiu sob meus pés!

Falei e...não parei mais! E lá se vão 29 anos!

Meu primeiro EJEPE foi D. Janilde quem me levou.

As primeiras reuniões de juventude foram sob direção, quando foi criada a MOCIDADE ESPÍRITA ANDRÉ LUIZ.

Os anos foram passando, novas casas Espíritas nasceram em Garanhuns e ela, já um pouco doente e com peso dos anos, teve de se afastar da militância Espírita.

Foi uma batalhadora no Movimento Espírita, tendo dirigido por anos o CEDAC e ainda fundou o CE Nosso Lar e o CE Chico Xavier.

Sempre que me encontrava, fazia questão de dizer que eu era um dos seus filhos e, certamente, ela os teve muitos que passaram por suas mãos!

Que Jesus a receba em seus braços! Que deus a abençoe sempre, mãe Janilde! Um beijo do seu filho do coração!

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