sábado, 5 de janeiro de 2019

O Espiritismo perante a ciência (excerto)

Por sugestão do Sr Wandemberg Libério, frequentador do Centro de Estudos e Difusão Espírita Joanna de Angelis - CEDE, segue importante texto de Gabriel Delanne em seu livro O Espiritismo perante a ciência.

Existem, infelizmente, entre os médiuns, os mais deploráveis preconceitos. Uns se supõem investidos de uma espécie de sacerdócio, que os deve colocar acima de seus contemporâneos, e consideram como atentatória à sua dignidade qualquer medida que tenha por fim fiscalizar lhes a faculdade. Outros – ajuntemos que são pouco numerosos – consideram o mediunismo como um dom que lhes permite ganhar facilmente a vida, e se estabelecem médiuns como o faria um salsicheiro ou um padeiro.

É de se desejar que os espiritistas sérios reajam contra essas tendências contrárias às instruções dos Espíritos, e que Allan Kardec reprovava energicamente. Disse Lafontaine: mais vale um franco inimigo do que um amigo desastrado. É uma verdade isto, sobretudo em Espiritismo.

Formou-se uma classe de fanáticos que querem excluir toda medida preventiva que tenha por fim resguardar contra uma possível fraude. Consideram eles os investigadores sérios como falsos irmãos e, por pouco, lhes pregariam uma peça. Essas pobres pessoas não compreendem que é de interesse capital que não se produza a menor suspeita; sem isto, adeus convicções!, que se deseja fazer que nasçam. Com seu desajeitado zelo, fazem mais mal à doutrina que os mais encarniçados detratores.

DELANNE, Gabriel, O ESPIRITISMO PERANTE A CIÊNCIA. Quinta parte, cap. I - Algumas observações preliminares.